O início de um novo ciclo anual é tradicionalmente acompanhado por promessas de mudança e renovação, contexto que fundamenta a escolha de janeiro para duas importantes mobilizações na área da saúde.
O Janeiro Branco surge como um convite à reflexão sobre a saúde mental e emocional, utilizando a metáfora de uma folha de papel em branco para simbolizar a possibilidade de reescrevermos nossas trajetórias com mais equilíbrio.
A campanha busca desmistificar tabus em torno de transtornos como a ansiedade e a depressão, incentivando as pessoas a buscarem ajuda profissional e a compreenderem que o cuidado com o bem-estar psíquico é um pilar indissociável da saúde integral, e não um sinal de fraqueza.
Simultaneamente, o calendário da saúde destaca o Janeiro Roxo, dedicado à conscientização e ao combate à hanseníase. Por ser uma doença milenar e cercada de estigmas, a mobilização foca na educação da sociedade sobre os sintomas e a viabilidade da cura.
O Brasil, que ainda registra índices elevados da enfermidade, reforça através desta cor a necessidade do diagnóstico precoce. Os principais sinais de alerta incluem o surgimento de manchas na pele com perda de sensibilidade ao calor ou ao toque, além de formigamentos ou dormência em extremidades. É fundamental ressaltar que, uma vez iniciado o tratamento, a transmissão é interrompida imediatamente e o paciente pode levar uma vida normal.
A união dessas duas cores no primeiro mês do ano reforça uma visão holística do ser humano, cuidando tanto das feridas invisíveis da mente quanto das marcas físicas que o preconceito insiste em perpetuar.
Enquanto o branco nos convida à introspecção e ao diálogo emocional, o roxo nos convoca à ação prática de vigilância com o corpo e solidariedade social. Ambas as campanhas convergem para um objetivo comum: a promoção de uma cultura de cuidado preventivo, onde a informação correta serve como a principal ferramenta para salvar vidas e garantir a dignidade de todos os cidadãos.